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Quem elegeu Bolsonaro é responsável por Bolsonaro

  • Foto do escritor: Charles Alcantara
    Charles Alcantara
  • 29 de out. de 2018
  • 2 min de leitura

Na vida, aprendi a perder e a vencer.


Não aprendi a ser covarde e omisso.


Se Haddad fosse eleito presidente, eu não hesitaria em me opor ao seu governo e denunciar e lutar contra os seus eventuais malfeitos.


Acontece que Bolsonaro é o novo presidente e, caso ponha em prática o seu programa ultraneoliberal, vai investir pesadamente contra a soberania nacional, contra os programas de redução da desigualdade social e contra o serviço e os servidores públicos. Além disso, a prevalecer o seu viés truculento e autocrático, Bolsonaro vai reprimir os movimentos sociais como nunca visto desde a redemocratização.

Pertenço aos quadros do Fisco Estadual do Pará e identifiquei entre os meus pares seguidores entusiasmados da candidatura do capitão e do general.


Nenhum desses meus pares pode alegar inocência, tampouco desconhecimento sobre as ideias do novo presidente. Logo, se ajudaram a eleger Bolsonaro, mesmo cientes do que o mesmo pensa sobre o Estado, a democracia, os sindicatos e os direitos sociais e trabalhistas, é de se esperar que assumam responsabilidades com as consequências de sua escolha.


Nada de se colocarem no mesmo patamar dos que escolheram outro caminho. Nada disso!

Não é honesto colocar todo mundo no mesmo balaio, como se as responsabilidades fossem equivalentes. Não, as responsabilidades não são equivalentes!


Eu estarei na luta, mas vou cobrar a participação ativa dos que apoiaram Bolsonaro no seio da nossa categoria.


Quero ver os bolsonaristas na linha de frente das lutas futuras.


Daqui por diante, acrescento às minhas múltiplas missões a de não deixar que caiam no esquecimento os responsáveis pela eleição desse governo.

Daqui por diante, eu vou cobrar com muita ênfase aqueles que no nosso meio militaram fervorosamente em defesa da doutrina bolsonariana.


É assim que a vida funciona, é assim que cada um constrói a sua história, é assim que evoluímos como civilização.


Afinal, como nos ensina Antoine De Saint-Exupéry, no clássico O Pequeno Príncipe, nós somos responsáveis por aquilo que cativamos


Imagem: Felipe Venancio (creaive commons)

 
 
 

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