É medo, muito medo
- Charles Alcantara
- 16 de fev. de 2019
- 1 min de leitura
Jair Bolsonaro reúne ao mesmo tempo - e com evidência gritante - características que o inabilitam para o exercício de qualquer cargo de representação popular: histriônico, inepto, tosco e nada afeito à leitura e ao trabalho, como já se provou em toda sua trajetória pública, no Exército e na Câmara Federal.
Não é por acaso que, na presidência, dá sinais claros de estar apavorado com o tamanho e a complexidade da função para a qual não guarda a mais pálida capacidade.
Medo de sair da cama para o trabalho, medo de conduzir uma reunião ministerial, medo de enfrentar assuntos graves e urgentes, medo de conceder audiência, medo de debater, medo de decidir, medo de dar entrevista, medo de olhar no olho, medo da solidão, medo da traição, medo do presente, medo do futuro, medo de ser presidente. Medo, muito medo, pânico, pavor.
Medo que potencializa o comportamento bisonho, a parvoíce assumida, o estilo andrajo, o olhar desnorteado, o espalhafato.
É muita areia para o carrinho de mão de Bolsonaro.
A presidência é grande demais. Só não é maior que o medo que domina o presidente.





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