Quem avisa...
- Charles Alcantara
- 24 de ago. de 2018
- 2 min de leitura

A história política brasileira registra atentados políticos. Não é fake, são fatos.
Em 1981, o atentado do Rio Centro.
Em 2017, o assassinato de Marielle Franco.
A história política brasileira registra golpes. Não é fake, são fatos.
Em 1964, o golpe civil-militar que derrubou o governo democraticamente eleito de João Goulart.
Em 2016, o golpe parlamentar-judicial que derrubou o governo democraticamente eleito de Dilma Rousseff.
A história política brasileira registra fraudes. Não é fake, são fatos.
Em 1989, a tentativa grosseira de incriminar o PT no sequestro do empresário Abílio Diniz e, no mesmo ano, a edição farsesca do debate entre Lula e Collor.
Em 2018, a condenação e prisão de Lula, sem provas.
As forças que, ao longo da história política brasileira, arquitetaram e executaram os atentados, os golpes e as fraudes, seguem vivas e ativas, hoje representadas por outros personagens, mas com as mesmas ideais, valores e métodos.
É em torno da candidatura de Geraldo Alckmin que se reúne o cérebro e o coração do golpe.
Essa gente é capaz de tudo, absolutamente tudo, para ganhar ou manter o poder.
Foi assim, ao longo da história política brasileira, e tudo indica que seguirá assim, como confirmam os eventos recentes.
Para as forças afeitas a golpes, há dois problemas a resolver, em dois momentos distintos da disputa eleitoral deste ano.
No segundo turno, Lula e o PT.
No primeiro turno, Bolsonaro.
Para enfrentar o seu verdadeiro inimigo, que é Lula, é preciso, antes, abater um oponente de ocasião: Bolsonaro.
Acontece que o capitão, se não sobe, também não dá sinais de queda.
A história política brasileira registra atentados, golpes e fraudes. Não é fake, são fatos.
As forças políticas e econômicas em torno de Alckmin são capazes de tudo, absolutamente tudo, para se livrarem de Bolsonaro.
Deixo aqui esse registro, em forma de aviso, não por amizade, mas por prevenção.



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