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Desesperar, jamais!

  • Foto do escritor: Charles Alcantara
    Charles Alcantara
  • 2 de out. de 2018
  • 2 min de leitura

Por motivo de força maior, volto a este espaço nesses dias que antecedem ao 7 de outubro.


A força que me trás de volta vem dessa ameaça real de instalação de um governo antidemocrático e anticivilizatório.

Estou ciente dos riscos de opor-se às forças obscurantistas que querem a todo custo e por todos os meios tomar o poder.


Estou ciente de que lutar contra a ascensão do fascismo no Brasil pode representar a liberdade e a própria vida, minha e de milhares, senão de milhões.


Por um lado, a divulgação de acusações graves contra o ex-presidente Lula acusações, aliás, que já haviam sido rejeitadas pelo MPF, por falta de provas - a seis dias da eleição, e, por outro, a proibição de o acusado manifestar-se (defender-se) publicamente a respeito, não deixam dúvidas de que está em marcha acelerada a instalação de um regime totalitário.


É inevitável que isso aconteça?


Não!


A democracia brasileira respira por aparelhos, mas não está morta e pode ser reanimada. Ao menos foi o que vimos no último dia 29 de setembro.

Precisamos lutar, porque essa é a nossa sina.


Quando se instala um governo despótico, não se sabe o exato momento a partir do qual se materializa a censura e a perseguição aos críticos e opositores.


O que se sabe é que é muito curto o delay entre a instalação do déspota e a cessação das liberdades.


Esse delay, no caso do Brasil, será encurtado ainda mais em razão do período de transição (novembro e dezembro) até a posse, tempo que o novo governo terá para mapear os inimigos e montar a estratégia de sufocamento ou eliminação da resistência.


Deixo aqui o meu rastro, para facilitar o trabalho dos Bolsonaros e Mourões.


Deixo aqui o meu registro, para regozijo dos “amigos” que se autoproclamam “homens de bem” e que se tornarão cúmplices das violências que serão cometidas contra a sociedade brasileira, embora muito provavelmente venham a negar qualquer responsabilidade, como é próprio dos covardes.

Deixo aqui um pouco de mim, para que a minha família ascendente, colateral e descendente saiba que não fui covarde e nem omisso.

Mesmo que não houvesse chance de vitória, já valeria a pena lutar. E no caso concreto, há possibilidade de vitória.

Eu sigo do lado dos mais pobres, das minorias políticas, dos que lutam por justiça e liberdade, dos que lutam com e por amor.


Esse sempre foi e será o meu lado.
Nada de pessimismo!
Nada de desespero!
Eles ainda não venceram.


 
 
 

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